O dólar opera instável nesta sexta-feira (26), após ter voltado a fechar na véspera acima de R$ 5,50.

Às 10h56, a moeda norte-americana caía 0,28%, cotada a R$ 5,4972. Mais cedo, chegou a subir a R$ 5,5468.

Na quinta-feira, o dólar fechou em alta de 1,7%, a R$ 5,5129, no maior patamar de fechamento desde 5 de novembro (R$ 5,5429), mesmo após intervenção do Banco Central. Na parcial do mês, passou a acumular alta de 0,98%. No ano, tem valorização de 6,28% ante o real.

Cenário

A alta do dólar nesta semana foi puxada pelas perspectivas de aumento da inflação nos Estados Unidos e escalada das taxas de juros de títulos soberanos da maior economia do mundo (Treasuries).

Por aqui, permanecem os receios de maior risco fiscal e político após as turbulências provocadas pela decisão do presidente Jair Bolsonaro de trocar o comando da Petrobras.

No radar dos investidores também está as discussões no Congresso sobre a volta do Auxílio Emergencial. O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, afirmou nesta quinta-feira que um eventual fatiamento da chamada PEC emergencial, separando o auxílio emergencial das contrapartidas de corte de gastos exigidas, é “pior para todos”.

Mais cedo, o IBGE divulgou que desemprego no Brasil teve a terceira queda seguida e ficou em 13,9% no trimestre encerrado em dezembro. No entanto, 13,9 milhões de brasileiros ainda estavam desempregados. Já a taxa média de desemprego no ano de 2020 foi de 13,5%, a maior da série iniciada em 2012. Em 2019, foi de 11,9%.