Setor ficou praticamente estagnado em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul

Alta na produção no Brasil teve influência positiva da indústria de alimentos e de derivados de petróleo

O crescimento de 1,4% na produção industrial na passagem de abril para maio não foi acompanhado pelo Paraná, de acordo com dados da edição regional da Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional). No mês, a indústria paranaense recuou 1,4%. Santa Catarina (+0,1%) e Rio Grande do Sul (+0,3%) tiveram avanços poucos significativos no mês. “O principal impacto negativo veio do Paraná, que, com o recuo de 1,4% em maio, soma 3,6% de queda em dois meses consecutivos de retração. Mas o maior recuo percentual do mês foi o da região Nordeste (-2,8%), que registrou a sexta taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período redução de 22,2%”, explica Bernardo Almeida, gerente da pesquisa.

As maiores altas foram verificadas em Goiás (4,8%) e Minas Gerais (4,6%), que eliminaram os recuos de 1,7% e 0,7% registrados em abril, seguidos por Ceará (4,4%) e Rio de Janeiro (4,3%), que acentuaram seus avanços de 3,0% e 1,6% no mês anterior. “Em maio, houve uma mudança de cenário na produção industrial, que vinha registrando taxas negativas nos últimos três meses e que, em abril, teve 10 dos 15 dos locais pesquisados com resultados negativos. Essa movimentação pode ser atribuída a uma maior flexibilização das medidas restritivas em função da pandemia”, acrescenta Almeida.

Ele lembra que, nos meses que antecederam maio, houve diversos locais do país em que foram enrijecidas as medidas de distanciamento social, devido a um novo pico do número de casos da doença. “Assim, houve paralisação de plantas da indústria, bem como a promoção de rodízios de horários de funcionamento, entre outras ações, e tudo isso afeta diretamente a cadeia produtiva. Já em maio, temos uma melhora nesse quadro e a indústria vai recuperando fôlego”, aponta Almeida.

A principal influência positiva na média nacional da indústria veio de São Paulo, puxada pelos setores de alimentos e derivados de petróleo, e, em seguida, de Minas Gerais, graças à produção alimentícia, mas, ainda, por veículos automotores e metalurgia.