Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul elevaram sua participação para 18%

Em 500 MAIORES DO SUL, o setor de construção e imobiliário foi o que mais viu o caixa engordar de 2018 para 2019

A região se tornou a segunda força do Brasil no setor de construção civil, ultrapassando o Nordeste. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ficam atrás apenas do Sudeste, região que vem perdendo participação no segmento nos últimos anos. É o que revela a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo IBGE.

O Sul, que representava 17,5% do valor de incorporações, obras ou serviços da construção em 2018, elevou sua participação para 18% em 2019. Em 2010, o Sul representava apenas 12% do setor. A fatia do Nordeste caiu de 18,9% em 2018 para 17,5% em 2019.A região Sudeste se manteve como a principal (49,6%).

O levantamento do IBGE condiz com os dados do anuário 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ em parceria com a PwC. No ranking, baseado em balanços publicados e também enviados pelas empresas sediadas no Sul e também multinacionais com unidades na região, o setor de construção e imobiliário foi o que mais viu o caixa engordar de 2018 para 2019.

As 35 representantes viram o faturamento saltar 88,9% no período, para R$ 11,5 bilhões. Esse movimento, porém, já vem sendo acompanhado desde 2015, quando as construtoras se viram obrigadas a fazer ajustes em razão da crise pela qual passaram à época. No início da pandemia, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbci) chegou a prever encolhimento de até 11% no PIB do setor, mas fechou 2020 com recuo de apenas 2,8%. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

A indústria da construção gerou R$ 288 bilhões em valor de incorporações, obras ou serviços em 2019, sendo R$ 273,8 em obras ou serviços (95,1%) e R$ 14,2 bilhões em incorporações (4,9%). Entre 2010 e 2019, mostrou a perda de participação das obras de infraestrutura no valor gerado pelo setor: de 44,1% para 32,2%. Já construção de edifícios avançou de 39,1% para 44,2% no período, assumindo o primeiro lugar no ranking. Mas a maior alta foi de serviços especializados para construção: de 16,8% para 23,6%.

“Os serviços especializados para construção são contratados pelas grandes empresas de obras a exemplo de demolição e preparação do terreno, instalações elétricas e hidráulicas, pintura e obras de acabamento. Isso demonstra uma mudança estrutural com redução da verticalização das grandes construtoras e maior especialização”, explica Marcelo Miranda, analista da pesquisa.