O setor de móveis, eletrodomésticos e informática alavancou expansão

Segunda onda de Covid-19 e as restrições de funcionamento impostas ao varejo impactaram a retomada

As vendas do comércio físico brasileiro registraram aumento de 10,1% no primeiro semestre de 2021 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse foi o maior crescimento semestral desde 2010, no entanto, segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, é preciso levar em consideração que a alta observada é uma recuperação parcial, pois não compensa a queda expressiva relacionada a pandemia em 2020.

O segmento de móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e informática ganhou destaque, pois cresceu 13,6% no primeiro semestre deste ano. Porém, o cenário também registra retrações, estas para os setores de tecidos, vestuário, calçados e acessórios, bem como, combustíveis e lubrificantes. “Os números do acumulado anual poderiam estar melhores, mas a segunda onda de Covid-19 e as restrições de funcionamento impostas ao varejo impactaram a retomada”, explica o economista.

De acordo com o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian, junho teve alta de 1,1% ante o mês anterior. Mesmo em desaceleração, essa é a segunda expansão do ano, já que maio marcou a primeira, com aumento de 3,6%. Rabi lembra que, embora os comércios tenham voltado a funcionar com restrições mais leves em maio, a confiança financeira do consumidor segue abalada. “Com o alto nível de desemprego e a diminuição do auxílio emergencial, as pessoas ainda estão seguindo o modelo de consumo por necessidade, o que afeta as vendas do varejo”, avalia.