O Distrito Federal registrou 64.743 casos prováveis de dengue, entre 2 de janeiro e 27 de agosto. Neste mesmo período, 11 pessoas morreram pela doença em Brasília.

Os dados registrados pela Secretaria de Saúde, e divulgados na última sexta-feira (9), representam um aumento de 409% no número de infectados, em comparação ao mesmo período de 2021. No ano passado foram registrados 12.212 casos prováveis da doença no DF.

Os números indicam 476 novos casos em relação ao boletim anterior, que trazia dados até 20 de agosto. Nenhuma nova morte foi registrada entre os dois períodos.

Dos 11 óbitos registrados este ano, cinco foram de homens e seis, de mulheres. Entre as vítimas, cinco (45,5%) tinham mais de 80 anos.

Regiões onde moravam as pessoas mortas pela dengue no DF:

Sobradinho II: 1
Sobradinho: 2
Ceilândia: 3
Lago Norte: 1
Samambaia: 2
Planaltina: 2
Por região
Do total, 62.164 registros são de moradores da capital e o restante, de pessoas de outros estados que foram atendidas no DF. Dentre os casos prováveis em residentes de outros locais e atendidos no DF, são 2.486 de Goiás, 25 de Minas Gerais e 13 de São Paulo.

Ceilândia é a região com o maior número de registros de dengue, com 10.762 casos prováveis. Em seguida, aparece Samambaia, com 5.913, e Taguatinga, com 4.048 notificações.

Principais sintomas
Os principais sinais da dengue são:

Febre alta: mais de 38°C
Dor no corpo e articulações
Dor atrás dos olhos
Mal estar
Falta de apetite
Dor de cabeça
Manchas vermelhas no corpo
A infecção também pode ser assintomática ou apresentar quadro leve. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.

Prevenção em casa
A transmissão da dengue se dá pela picada da fêmea infectada do Aedes aegypti, mosquito que costuma circular em regiões quentes e chuvosas. A água parada, como a que se acumula em pratos de vasos de plantas, calhas e garrafas no quintal, é onde o inseto se reproduz.

Utilize telas de proteção com buracos de, no máximo, 1,5 milímetros nas janelas da casa;
Deixe as portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol;
Mantenha o terreno de casa sempre limpo e livre de materiais ou entulhos que possam ser criadouros;
Tampe os tonéis e caixas d’água;
Mantenha as calhas sempre limpas;
Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
Mantenha lixeiras bem tampadas;
Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;
Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;
Limpe todos os acessórios de decoração que ficam fora de casa e evite o acúmulo de água em pneus e calhas sujas, por exemplo;
Deixe portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol;
Coloque repelentes elétricos próximos às janelas – o uso é contraindicado para pessoas alérgicas;
Velas ou difusores de essência de citronela também podem ser usados;
Evite produtos de higiene com perfume, pois podem atrair insetos;
Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa;
Coloque areia nos vasos de plantas.