A Polícia Civil do Distrito Federal registrou o que chama de “recorde de apreensão de drogas” em 2020. Somente de maconha, a corporação tirou de circulação 8,2 toneladas, contra duas toneladas em 2019.

O delegado-chefe da Coordenação de Repressão às Drogas (CORD), Rogério Henrique Rezende, acredita que a pandemia de Covid-19 influenciou na alta.

“A gente pode talvez creditar esse aumento das apreensões a esse período, que as pessoas estão consumindo mais entorpecentes e estão ficando mais em casa. Então, os traficantes têm que fornecer esse entorpecente para os usuários”, explicou.

Ainda de acordo com os dados, a apreensão de cocaína triplicou. No ano passado, foram 235 quilos da droga, contra 73 quilos em 2019. Os números representam uma alta de 221%.

A catinona, conhecida como “bala”, e muito consumida por pessoas de classes média e alta, ficou em terceiro lugar na lista da Polícia Civil, com quase 200% de alta nas apreensões. Foram 2,3 toneladas no ano passado.

Em quarto lugar, ficaram as apreensões de crack, com um aumento de 142%. Em 2020, foram apreendidos 137 quilos da droga, enquanto, no ano anterior, foram 56 quilos.

Trabalho de inteligência nas estradas

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), que também atua nesse tipo de operação, acredita que esse aumento no número de apreensões é reflexo do trabalho de inteligência “cada vez mais apurado”. De acordo com a corporação, o modelo de policiamento da PRF tem se aprimorado no decorrer do tempo.

“Com a tecnologia a gente consegue fazer análises, tendências, rotas dos veículos que costumam passar nas rodovias e a gente consegue orientar as abordagens de modo que os policiais hoje fazem abordagens mais assertivas”, disse a porta-voz da PRF, agente Pâmela Vieira.