O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou nesta quinta-feira (28) sobre as reuniões que tem feito com empresários e banqueiros e afirmou que a elite do Brasil “discute teto de gastos para garantir reservas do sistema financeiro, mas não debate política social”.

“A gente não pode ficar vendo a elite brasileira discutir teto de gastos para garantir as reservas do sistema financeiro, e não se discute política social. Eu tenho feito muitas reuniões com gente diversa, com empresários, banqueiros. É indescritível essas reuniões, porque não existe a palavra pobre, não existe nenhuma palavra que seja dita em relação à miséria que tomou conta deste país”, afirmou o candidato à Presidência em encontro com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Brasília.

“Nós tínhamos acabado com a fome, não tinha mais criança pedindo esmola na rua”, completou o petista.

No mesmo encontro, Lula criticou o governo e falou que espera que o Brasil “volte a ter credibilidade internacional”, recebendo investimento de empresários estrangeiros. O presidenciável, no entanto, declarou que ‘vai parar com venda’ de empresas públicas brasileiras.

“Não é possível que um país que era respeitado pelos Estados Unidos, pela China, Índia, Rússia, Argentina, México, Alemanha, França seja um pária internacional hoje, que ninguém quer encontrar com o presidente, ninguém quer vir aqui. Não é possível que um país viva um momento em que o mundo tem dinheiro sobrando e não vem dinheiro para investimento direto, porque ninguém confia no governo”, falou Lula.

“E quando vem, vem para comprar empresas públicas. E a gente quer dizer que vai parar com venda de empresa pública. Quem quiser investir aqui vai investir em coisas nossas”, disse Lula.