O Doutor Marco Antonio Quesada Ribeiro Fortes é graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado pela Universidade Federal de São Paulo e atua como cirurgião geral, com especialidade em prostatectomia robótica contra a cura do câncer de próstata. Com mais de 20 anos de experiência, o especialista explica que a bexiga hiperativa é uma condição pouco conhecida, mas extremamente comum.

 

A bexiga hiperativa é um distúrbio geniturinário que se caracteriza pela necessidade súbita e urgente de urinar várias vezes durante o dia. Esse problema pode estar ligado a outros, como incontinência urinária – perda involuntária de urina ao rir, tossir ou a qualquer esforço físico. Quem sofre de BH pode ter uma qualidade de vida muito difícil, principalmente pela falta de sono durante a noite.

 

Então, o Doutor Marco Antonio Quesada Ribeiro Fortes diz que para chegar ao diagnóstico é preciso antes descartar qualquer outro problema urinário por meio de exames. Por isso, é necessário uma cuidadosa avaliação clínica do paciente, desde o histórico até o físico. Em casos mais complexos, o urologista pode realizar o teste de urodinâmica, um exame feito para avaliar o bom funcionamento do trato urinário e o armazenamento de urina.

 

As causas da bexiga hiperativa podem variar muito, mas as principais são:

  • Infecções no trato urinário;
  • Alterações hormonais;
  • Obstrução urinária;
  • Doenças que afetam o cérebro, como derrame ou ELA;
  • Fraqueza dos músculos pélvicos.

 

O Mestre e Doutor em urologia Marco Antonio Quesada Ribeiro Fortes diz que o sintoma mais típico da BH é a vontade incontrolável de urinar, mesmo quando a bexiga não está completamente cheia. A grande diferença entre a bexiga hiperativa e a incontinência urinária é que na primeira é preciso de um certo esforço para o xixi sair, sem contar que não é um simples escape, mas sim uma quantidade grande.

 

O tratamento é em 3 etapas: terapia comportamental, medicamentos e cirurgia. O urologista irá escolher qual o método mais adequado para cada paciente, a depender da intensidade dos sintomas e em como está afetando a qualidade de vida. A combinação de medicamentos com a terapia comportamental costuma dar uma eficácia muito boa, levando a cirurgia para casos somente de extrema falta de controle.