As pedras nos rins podem causar uma variedade de sintomas, como dor na parte inferior das costas e queimação na urina. Como resultado, existem vários tipos de cálculos renais, cada um com um método de tratamento. Neste artigo, você entenderá, a partir das explicações do Mestre e Doutor Marco Antonio Ribeiro Fontes, quais as características e diferenças de cada tipo desse problema. Mesmo com a progressão do problema, alguns pacientes não sentirão dor ou outros sintomas, mas se não forem tratados a tempo, o risco à saúde da pessoa será muito sério. Confira abaixo os 4 tipos:

  • Pedras de cálcio: são as mais comuns. A taxa de incidência é maior em homens do que em mulheres, na maioria dos casos entre 20 e 30 anos de idade, mas mesmo que o tratamento dê certo, pode aparecer mais tarde. Isso se deve a certas disfunções no corpo, como a absorção excessiva de cálcio no intestino. Alguns diuréticos, antiácidos e corticosteróides também podem causar sobrecarga de cálcio na urina. O excesso de vitamina A ou D ou glândulas paratireoides hiperativas também podem causar cálculos renais, sendo que os sinais aparecem na urina, apresentando uma cor turva e odor forte, além de fazer as pessoas sentirem dor e ardor ao urinar. O Doutor Marco Antonio Ribeiro Fontes diz que muitas pessoas pensam que o problema é a ingestão de cálcio, mas na verdade o problema é que o corpo absorve o cálcio de maneira errada. Para formar esse cálculo, o cálcio é combinado com outras substâncias (como oxalato, fosfato ou carbonato).
  • Pedras de ácido úrico: Sendo o segundo tipo mais comum, essas pedras são formadas principalmente em pacientes com níveis elevados de ácido úrico. Eles ocorrem em cerca de 10% dos casos de cálculo. É mais comum em homens. Eles podem ocorrer com a ingestão de alimentos ricos em proteínas, pessoas com gota ou submetidas a quimioterapia. Fatores genéticos também podem causar o aparecimento desse tipo de cálculo renal. Os chamados cálculos “puros” de ácido úrico não aparecerão nas radiografias, mas serão diagnosticados por ultrassom.
  • Pedras de estruvita: A maioria das pedras de estruvita podem atingir, na maioria das vezes, o trato urinário feminino, causadas principalmente pela bactéria Proteus Mirabilis, mas os homens também podem ter esse problema. As infecções crônicas podem afetar os rins, ureteres e bexiga, levando ao acúmulo de amônia na urina, criando, assim, a base para os cálculos, que podem crescer muito e bloquear o trato urinário.
  • Pedras de cistina: é o tipo menos comum. Ocorre em cerca de 2% da população e decorre da consequência da cistinúria, uma rara doença genética. O problema vem da alta concentração na proporção do aminoácido cistina para outros aminoácidos no sistema urinário. O Doutor Marco Antonio Ribeiro Fontes explica que o acúmulo dessa substância na urina forma pedras que se depositam nos rins e podem causar sintomas como desconforto na lombar, principalmente se bloquearem a via urinária. Essas são pedras de alta dureza e, portanto, mais difíceis de quebrar.