Em grandes aviações comerciais ou não, o piloto precisa saber quais são as condições daquela pista; se ela é apropriada para receber o tipo de avião pilotado, além de saber das condições da pista, a performance da aeronave e também as condições climáticas naquele momento. Fernando Siqueira Carvalho comenta que muitas variáveis são levadas em consideração para que o piloto saiba julgar se pode ou não efetuar o pouso.

 

Quando se fala em excursão de pista, significa que o avião saiu da pista por alguma razão. Esta excursão pode acontecer de duas formas: com uma saída lateral ou quando passa direto pela pista. Ambas acontecem por várias razões, podem ser, por exemplo, por uma aproximação desestabilizada, quando o avião está muito rápido e muito alto e não é mais possível tocar menos que a metade da pista e, consequentemente, não conseguir parar por falta de espaço ou por uma condição ruim do local de pouso, como em dias muito chuvosos.

 

Fernando Siqueira Carvalho dá o exemplo de se o avião for bem pequeno, como um Cessna 152 ou um Paulistinha, o cálculo para fazer um pouso é muito mais fácil, por serem mais leves e lentos e não exigem muito das condições do aeroporto para recebê-lo, conseguindo pousar em terra ou até mesmo na grama.

 

É muito mais comum um avião varar a pista, ou seja, passar sem conseguir parar, quando um piloto está em seu treinamento na escola de aviação e, por algum motivo, dá uma pane e nem o instrutor tem tempo de pegar o avião para fazê-lo parar. Outro lugar comum de acontecer são em aeródromos bem pequenos e com pistas bem curtas, normalmente usadas para operação de ultraleves ou operação de trike, que recebem aviões pesados ou um pouco mais rápidos, como o Cirros, que aumentam a chance de não parar na distância certa e acabar varando.

 

Fernando Siqueira Carvalho ressalta a importância de considerar também que esse tipo de situação acontece com viações anfíbias. Apesar do Super Petrel, por exemplo, ser extremamente leve, que usa uma distância pequena tanto para pousar e decolar, bater em vegetação ou barragens de represas porque o espaço calculado foi inferior ao necessário.