Há quem ache que champagnes e espumantes são a mesma coisa, porém engana-se quem crê nisso, afirma o empresário Marco Antonio Carbonari, apaixonado pelo mundo da viticultura e proprietário de uma renomada vinícola, localizada no Vale do Báu, em São Bento do Sapucaí, a Villa de Santa Maria.

 

Champagnes e espumantes, além de possuírem propriedades diferentes, diferenciam-se também no modo de preparo. É compreensível a confusão, visto que, majoritariamente, são borbulhantes. Contudo, há a famosa expressão de que todo champagne é um espumante, porém nem todo espumante é um champagne, pois só é considerado champagne se for produzido na região de Champagne, na França, dispostas de uvas tipo Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay.

 

Há um processo rigoroso na obtenção da autorização para fabricar a bebida juntamente com o termo champagne. É bem difícil conseguir, tendo em vista todo o processo da regulamentação, porém há vinícolas com bastante excelência que conseguem o feito, assim diz Marco Antonio Carbonari.

 

A primeira diferença é no processo de confecção das bebidas. O processo de fabricação de espumantes se chama método charmat, já o de fabricação do champagne intitula-se método champenoise. No primeiro processo, para a obtenção do espumante é feita da seguinte forma: há duas fermentações, na primeira o açúcar é transformado em álcool e na segunda é produzido o gás, sendo assim, o responsável pelas “bolinhas” e frescor.

 

Já para a produção do champagne, há o método proveniente de seu nome, região do nordeste da França. O método champenoise é um método antigo e muito tradicional, desenvolvido na região de Champagne, na França, afirma Marco Antonio Carbonari. De caráter artesanal, consiste na segunda fermentação apresentada, onde esta fermentação é feita dentro da garrafa, garantindo uma qualidade superior em relação aos outros vinhos.