Existem muitos termos técnicos, nomes específicos e outras expressões que são utilizadas com frequência, por isso, Marco Antonio Carbonari comenta que no universo do vinho é comum escutar os termos “enólogo” e “enófilo”, por exemplo. É possível ter a ideia de que ambos são apaixonados pela bebida, mas que cada um tem habilidades diferentes.

Ainda que a grafia seja semelhante, os enólogos e os enófilos são figuras bem diferentes no mundo dos vinhos. Entre os gregos, o vinho era denominado “oinos” que, por neologismo, acabou se transformando em “enos” quando usado para complementar os profissionais que se dedicam à grande arte de dedicação ao vinho.

Enólogo: Marco Antonio Carbonari diz que é “aquele que estuda vinho”. O enólogo é o principal responsável por todas as decisões que determinam a produção de vinhos de alta qualidade, devendo analisar a qualidade do solo das uvas às melhores técnicas de colheita para criar vinhos nobres. Nesse processo, os enólogos também analisam o terroir, utilizam os melhores métodos de irrigação, selecionam as mudas para o novas vinhas, orientam o plantio e a poda, enfim, são os verdadeiros pais do vinho. Para os enólogos, o estudo do vinho vai além: inclui também a produção, a fermentação, o blend das melhores castas, as técnicas de vinificação e o momento exacto de apresentação ao mundo do vinho. No mundo do vinho, os enólogos também são os principais responsáveis ​​pelo marketing do produto. O grande e primeiro responsável pelo vinho é o enólogo.

Enófilo: São os apaixonados por vinhos. Para obter este título, não há necessidade de nenhum treinamento na área, basta apreciar vinhos de qualidade e compreender as suas características. Os enólogos sempre entendem o vinho para que possam fazer as melhores escolhas durante o processo de compra. Geralmente são conhecedores que buscam conhecimentos em diversos assuntos da vinificação, como loteamentos, a história do vinho e as uvas utilizadas na produção de bebidas. É claro que os enófilos também têm responsabilidades: anotar os vinhos que degustamos, lugares que frequentam e participar de conferências sobre vinhos. Marco Antonio Carbonari conta que a regra básica entre os enófilos é que troquem informações como seus semelhantes sobre os conhecimentos adquiridos.