Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes decidiu nesta sábado, 26, suspender o depoimento de Wilson Witzel, o governador afastado do Rio de Janeiro, no processo de impeachment que está em curso na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A declaração do político estava prevista para 28 de dezembro e foi novamente adiada a pedido dos advogados de defesa de Witzel.

Na decisão, Alexandre de Moraes disse que os representantes do governador afastado precisam ter acesso antecipado ao processo antes do depoimento, que não tem previsão para acontecer porque deverá ser feito somente após a oitiva do ex-secretário de Saúde Edmar Santos, um dos delatores do suposto esquema de corrupção. “Determino que o interrogatório somente poderá ser realizado após a defesa ter acesso a todos os documentos remetidos pelo Superior Tribunal de Justiça, com prazo mínimo de cinco dias entre o acesso integral e o ato processual, bem como após a complementação da oitiva da testemunha Edmar José Alves dos Santos”, definiu o ministro do Supremo.

Witzel foi afastado do cargo por 180 dias em decisão do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em agosto deste ano. O afastamento foi determinado no âmbito da Operação Tris in Idem, um desdobramento da Operação Placebo, que investiga atos de corrupção em contratos públicos do governo do Rio de Janeiro. Desde o início das investigações, Witzel nega o envolvimento em atos de corrupção e sustenta que seu afastamento não se justifica.